Pular para o conteúdo
Início » Boi gordo mantém preços estáveis; abate atinge recorde no 2º trimestre

Boi gordo mantém preços estáveis; abate atinge recorde no 2º trimestre

Publicidade

As negociações com boi gordo permaneceram estáveis nesta quarta-feira, 13 de agosto. A alta registrada no início do mês perdeu força, segundo a consultoria Agrifatto, diante da retração nas compras, do ritmo lento de reposição e do acúmulo de produto nos centros de distribuição.

Levantamento da Scot Consultoria mostra que, das 32 regiões pecuárias avaliadas, 24 não apresentaram variação de preço. Houve reajustes positivos em Campo Grande (MS), Dourados (MS), sul e oeste da Bahia, Santa Catarina, oeste do Maranhão, Marabá (PA) e Espírito Santo.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP) — referências nacionais — a cotação seguiu em R$ 308 por arroba para pagamento a prazo. Boi China, vaca e novilha também não tiveram alteração.

Abate cresce 3,3% sobre 2024

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o abate de bovinos somou 10,4 milhões de cabeças no segundo trimestre de 2025, avanço de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,4% frente ao primeiro trimestre deste ano. O volume é recorde dentro da série histórica para trimestres com inspeção sanitária.

Publicidade

Disponibilidade de carne cai, mas preços recuam

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam queda sucessiva na oferta de carne bovina ao consumidor entre maio e julho. Em julho, a disponibilidade ficou cerca de 4% abaixo da verificada em maio.

Boi gordo mantém preços estáveis; abate atinge recorde no 2º trimestre - Imagem do artigo original

Imagem: José Florentino via globorural.globo.com

Mesmo com menor oferta, o preço da carcaça casada de boi no atacado da Grande São Paulo recuou 10% de 23 de junho a 28 de julho. No mesmo intervalo, o Indicador Cepea/Esalq para o boi gordo paulista caiu 7%.

Conforme o Cepea, o enfraquecimento das cotações está relacionado à redução do consumo durante as férias escolares, à menor compra para merenda e à concorrência do frango, que permaneceu competitivo. Ainda que as exportações recordes tenham contribuído para enxugar o mercado interno em julho, os valores pagos ao pecuarista e os praticados pelos frigoríficos seguiram em queda.

Com informações de Globo Rural

Publicidade

Deixe um comentário