Sapucaí-Mirim (MG) – Menos de dois anos depois de assumir um olival que estava abandonado na Serra da Mantiqueira, os chefs Gabriella Mariuzzo Zanforlin e Juan Marcelo Trindade Portilla Erazo já exibem 1,5 mil litros de azeite e quatro medalhas em concursos fora do país.
Da cozinha à roça
Parceiros na gastronomia e na vida, o casal deixou o ritmo da capital paulista para procurar uma área rural onde pudessem cultivar alimentos próprios. Após três anos percorrendo cerca de 100 propriedades, encontraram em um site de vendas o anúncio de uma fazenda com oliveiras sem manejo em Sapucaí-Mirim.
“Quem não gostaria de ter seu monte das oliveiras?”, recorda Gabriella ao lembrar da visita que definiu a compra.
Primeira safra em 2024
Com poda e adubação, as árvores retomaram o vigor. A colheita de 2024, realizada em sete hectares, rendeu 1,5 mil litros do azeite que batizaram de Colhida. Inicialmente pensado para presentear amigos e familiares, o produto ganhou identidade própria quando os produtores perceberam o volume obtido.
Azeite premiado
Os blends artesanais Intenso Safra Especial e Terroir foram agraciados no Olivinus (Argentina), Anatolian (Turquia), Evo IOOC (Itália) e Terraolivo (Israel). Para Gabriella, os prêmios confirmam a qualidade do trabalho e impulsionam os próximos passos.
Imagem: Divulgação
Expansão e novos cultivos
O olival recebeu 1,5 mil mudas adicionais, elevando a área plantada para 11 hectares. Paralelamente, a Fazenda Colhida testa o cultivo de cogumelos shiitake, frutas vermelhas e amplia colmeias de abelhas Apis (com ferrão) e melíponas (sem ferrão).
Entre os planos de curto prazo está a abertura da propriedade para visitas mensais, quando o público poderá degustar pratos preparados com insumos locais e, claro, fartas doses do azeite Colhida.
Com informações de Globo Rural
