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Setor cafeeiro quer inclusão do café verde no Reintegra para atenuar tarifa de 50% dos EUA

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Entidades representativas do café brasileiro defendem a entrada do café verde no Reintegra como forma de minimizar o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre 7.691 produtos, entre eles o grão.

Desde abril, o café verde enfrentava alíquota reduzida de 10%, mas passou a ser taxado em 50% após decisão do ex-presidente norte-americano Donald Trump. O setor agora tenta recolocar o produto na lista de exceção.

Crédito e devolução de tributos

O pacote de R$ 30 bilhões em crédito anunciado pelo governo brasileiro às empresas afetadas foi considerado positivo pelas entidades, que, porém, pedem benefícios adicionais. Elas apontam que apenas cafés industrializados (torrados, moídos e solúveis) são contemplados hoje pelo Reintegra.

O programa devolve parte dos tributos pagos na produção para exportação. Até dezembro de 2026, micro e pequenas empresas terão retorno de 6%, enquanto médias e grandes receberão 3%.

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Exportações concentradas em café verde

Segundo o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, 90% do volume enviado pelo país aos Estados Unidos corresponde a café verde beneficiado, pronto para a indústria norte-americana processar. “Precisamos incluir a NCM do café verde no Reintegra para mitigar os impactos e reduzir o tempo de convivência com as tarifas”, afirmou.

Competitividade limitada

Os Estados Unidos respondem por 20% da receita do café solúvel brasileiro, cerca de US$ 200 milhões. Para Agnaldo José de Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), a devolução de 3% dos tributos “ajuda, mas mantém uma diferença de 47%” em relação à nova tarifa. Ele avalia que a ampliação do Reintegra para todas as exportações nacionais daria ganho de competitividade de 3% em outros mercados.

Com informações de Canal Rural

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